No post anterior do Seja Divina, informei vários dados estatísticos sobre o HPV (da sigla em inglês para o papiloma vírus humano), uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, que afeta atualmente 291 milhões de mulheres no mundo (dados do Inca).
Mas é bom saber que o HPV possui mais de 200 subtipos e apenas alguns deles são mais perigosos. Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros.
Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos. Na sua grande maioria, o próprio sistema imunológico se livra do vírus!
Exames preventivos são necessários para detectar o HPV - O diagnóstico subclínico das lesões que podem levar ao câncer do colo do útero, produzidas pelos papiloma vírus, é feito através do exame cito patológico, chamado de exame preventivo de Papanicolau. O diagnóstico é confirmado por meio de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR – da sigla em inglês, Reação em Cadeira de Polimerase.
Para realizar os exames, procure seu ginecologista ou dirija-se aos postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do SUS – Sistema Único de Saúde. Eles estão disponíveis em todos os estados do país e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.
No próximo post da série sobre o HPV, você vai saber como se dá a transmissão para poder caprichar na prevenção. E também sobre os principais tratamentos e a eficácia da vacina. Até a próxima!
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